Fotografia gastronômica

No dia 19 de agosto comemora-se o Dia Mundial da Fotografia.

Para lembrar a passagem da data, trouxemos para o blog conteúdos que relacionam estas duas artes: a gastronomia e a fotografia.

O vídeo e a matéria abaixo dão boas dicas para quem gosta de se aventurar não só com as panelas, mas também com a câmera.

“Fotografar uma bola de sorvete pode parecer fácil, mas não é, enquanto fotografar um hamburguer é menos complexo do que aparenta”. As palavras de Michel Téo Sin, especializado na área, resumem a maior exigência do trabalho de fotografia gastronômica: conhecimento das artes culinárias.

Tadeu Brunelli, outro grande nome na função, apresenta a mesma opinião: “Como um prato não tem pé nem cabeça, alguns fotógrafos acreditam que possa ser fotografado de qualquer lado”, afirma. Mas as técnicas fotográficas também são relevantes. “Conhecimento de fotografia falta para alguns que se intitulam desta área”.

Desde 1996, Brunelli trabalhava em outros mercados da fotografia. Em 2001, estreou na gastronomia. “O que me atraiu foi a complexidade de fotografar este tipo de produto. É uma foto técnica, que não permite se distanciar do real”, afirma. Para Michel Téo Sin, o importante é o efeito provocado pela foto: “Sou motivado pela vontade de estimular os sentidos das pessoas com a visão, com uma imagem criada do zero”.

Téo Sin fotografa desde a adolescência, mas tornou-se profissional em 2006. Trabalha com fotografia publicitária, especializado em gastronomia. Ao mesmo tempo, também faz imagens nas áreas de arquitetura e outros produtos. “No Brasil, ainda é difícil se especializar em um assunto, independentemente da área. Mas acredito no grande potencial na fotografia de gastronomia no Brasil. É uma área em crescimento e evolução”, afirma.

Para Michel Téo Sin, este tipo de registro de imagens pode ser dividido em três situações: fotografia editorial, fotografia para estabelecimentos comerciais e fotografia para indústria alimentícia. “A diferença está no objetivo de cada produção”. De acordo com o fotógrafo, no meio editorial as informações do texto são dadas através da imagem, enquanto restaurantes e indústrias querem valorizar e vender seu produto e sua marca.

Quando um alimento precisa parecer perfeito ao olhar do consumidor, começa o trabalho do food stylist. “Em geral, são os próprios fotógrafos que produzem a comida ou contratam cozinheiros. Por isso, acredito que o mercado de profissionais especializados tem muito a crescer”, diz Heiko Grabolle, chef e food stylist alemão radicado no Brasil desde 2003.

Uma imagem em que a comida pareça deliciosa requer um trabalho rápido. “Conforme a complexidade do prato, este pode ser preparado um dia antes no nosso estúdio. Em geral, os fotografamos frios”, garante Grabolle.

Iniciantes na profissão de food stylist, que ainda cresce no Brasil, devem investir em boas ferramentas, ler revistas e livros sobre o assunto. “A experiência vem com o tempo”, diz Grabolle. Quem deseja se tornar fotógrafo gastronômico pode seguir o conselho de Tadeu Brunelli: “Utilize o modo manual da câmera; leia; pesquise; pratique; se exponha e só depois entre no mercado”.

Fonte: Gastronomia e Negócios – http://www.gastronomiaenegocios.com.br/portal/especial/3780-nao-so-no-paladar.html